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Terramoto na Indonésia. Mulher paralítica resgatada com vida

Terramoto na Indonésia. Mulher paralítica resgatada com vida

A mulher de 84 anos, paralítica, esteve durante três dias debaixo dos escombros, após o terramoto que aconteceu na Indonésia no sábado passado. Autoridades falam em "milagre".

Filipe Alexandre Gonçalves - RTP / Adicionar como fonte informativa
Os últimos dados oficiais do terramoto na Indonésia apontam para 73 mortos, 931 feridos e 60 mil desalojados. Willy Kurniawan - Reuters

Uma mulher de 84 anos foi resgatada com vida, após estar soterrada durante três nos escombros. 

O caso aconteceu na Nitunglea, na região de Sikka, na ilha de Flores, uma das zonas mais afetadas pelo terramoto que assolou a Indonésia, no passado sábado.

Paulina Pobi estava paralisada e, por isso, não se conseguia mexer, nem gritar, e foi essa a razão pela qual a mulher só foi encontrada na terça-feira, ou seja, quatro dias depois do terramoto.
O chefe da polícia da região de Sikka, Bambang Supeno, disse à imprensa local, que Paulina tinha sido retirada em segurança e transportada para o centro de saúde mais próximo, para receber tratamento médico. 
Entretanto, um elemento da autoridade local, Rudolfus Ribaque, explicou à Agence France-Presse que a mulher se encontrava "bem de saúde, não sofreu nenhum ferimento. Estava apenas um pouco fraca porque não comia nem bebia nada há dias", acrescentou. 

"Parece irreal, quase um milagre", frisou.
A família estava convencida de que Paulina Pobi tinha sido salva e levada para um abrigo, no entanto, quando regressaram ao local na terça-feira, acabaram por encontrá-la sob os escombros das paredes de bambu desabadas da casa onde vivia.

Réplicas continuam cinco dias depois
Cinco dias depois do abalo de magnitude 7.7 que ocorreu na Indonésia, o país continua a registar fortes réplicas.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos voltou a registar ao final da noite desta quarta-feira, na Ilha das Flores, Indonésia, duas réplicas, de magnitude 5,8 e 5,7 na escala de Richter. 

Uma delas foi sentida pelas 6h45 desta quinta-feira (23h45 de quarta-feira em Lisboa), no noroeste das Flores, a ilha no sul da Indonésia com cerca de dois milhões de habitantes.

Quatro horas depois, os sismógrafos voltaram a registar a segunda ocorrência, desta vez, a uma profundidade de dez quilómetros abaixo do leito marinho e a 32,3 quilómetros a nordeste de Ruteng.Após o terramoto de magnitude 7,7 que atingiu a ilha, entre sábado e quarta-feira a Agência Meteorológica da Indonésia já registou 3.002 réplicas com magnitudes que variaram entre 1,1 e 6,2.

Os últimos dados oficiais apontam para 73 mortos, 931 feridos e quase 60 mil pessoas desalojadas.

Saliente-se que a Indonésia está localizada no designado Anel de Fogo do Pacífico - uma zona com a forma de ferradura e com a extensão de 40 mil quilómetros.

Caracteriza-se por uma faixa de atividade sísmica e vulcânica frequentes que se estende desde o Japão, passando pelo Sudeste Asiático e pelo Pacífico.

c/ agências
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